Parceria na Nigéria marca início da internacionalização da Boa Safra

Empresa faz joint venture com empresa do país africano para produzir sementes de milho destinadas ao mercado local
Fernando Lopes

A Boa Safra, uma das maiores empresas de sementes do país, acaba de estabelecer uma joint venture na Nigéria, numa tacada que marca o início da internacionalização da empresa. Segundo a companhia, a JV terá US$ 9,7 milhões de equity, e sua controlada Bestway Seeds do Brasil Beneficiamento de Sementes e Serviços terá participação de 20%. O nome da parceira nigeriana não foi divulgado.

O foco da nova empresa será a produção de sementes de milho, destinadas ao próprio mercado do país africano. A Boa Safra informou que a participação inicial de sua controlada foi calculada com base em “expertise” e que não terá que fazer qualquer desembolso de recursos para a partida da joint venture. Revelou, ainda, que no acordo firmado há uma opção de aumento da fatia da Bestway para 40%.

“O projeto tem como objetivo elevar significativamente a produtividade agrícola local, contribuindo para a autossuficiência da Nigéria na produção de sementes de milho para atendimento de sua demanda interna”, afirmou a Boa Safra, em comunicado. “A companhia avalia que a operação permite a aplicação de seu modelo técnico, agronômico e operacional, com baixo impacto sobre sua estrutura financeira”, agregou.

Com resultados influenciados por maiores custos de grãos, incremento de despesas operacionais e financeiras e queda dos preços médios de vendas, a Boa Safra encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 101,3 milhões, em queda de 37% ante 2024. Na comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa caiu 16%, para R$ 154,1 milhões, e sua receita líquida cresceu 42%, para R$ 2,622 bilhões.

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