O mercado brasileiro de defensivos agrícolas, um dos maiores do mundo, deverá crescer 8%, em real, na safra 2025/26, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela Kynetec Brasil. De acordo com a empresa de pesquisas, no ciclo 2024/25, o segmento movimentou R$ 98,7 bilhões, 3% mais que em 2023/24 (R$ 95,9 bilhões). Em dólar, contudo, o faturamento recuou 7% de 2023/24 para 2024/25, para US$ 18,1 bilhões, por causa do câmbio.
De acordo com Lucas Alves, gerente de pesquisas da Kynetec Brasil, o crescimento potencial em real projetado para 2025/26 deverá ser puxado pela demanda por produtos para lavouras de soja e milho, e está relacionado ao aumento da área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados.
Na safra 2024/25, apontou Alves, o leve aumento do faturamento em real refletiu novos investimentos dos produtores para ampliar a área plantada e impulsionar manejos adotados nas lavouras. De qualquer forma, foi uma recuperação importante após a queda de 13% observada na temporada 2023/24, marcada por uma redução média de quase 80% dos preços dos defensivos vendidos no país.
Essa forte queda foi mais um capítulo de um longo período de oscilações expressivas. A partir da pandemia, os dados da Kynetec mostram ciclos marcados por significativa elevação de preços sucedidos por períodos de perdas. De 2020/21 para 2022/23, o faturamento saltou de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, valor recorde registrado até agora.
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