A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de US$ 221 milhões, em queda de 55,8% em relação a igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 25,9%, para US$ 1,133 bilhão, e sua receita líquida aumentou 10,7%, para US$ 21,609 bilhões.
Mais uma vez, os resultados da gigante foram prejudicados pelos reflexos negativos decorrentes da baixa oferta de gado sobre suas operações de carne bovina nos Estados Unidos, e desta feita também pela queda da rentabilidade da controlada americana Pilgrim’s Pride, que enfrentou desafios climáticos e paradas temporárias em plantas para ajustes operacionais. Em contrapartida, os negócios da empresa no Brasil, tanto de carne bovina quanto os da Seara (frango, suínos e alimentos processados) pesaram positivamente sobre os números divulgados ontem.
Na JBS Beef North America, a receita líquida subiu 11,6% de janeiro a março ante o mesmo período do ano passado, para US$ 7,167 bilhões, mas o Ebitda ajustado negativo cresceu mais do que duas vezes e meia, para US$ 267 milhões, com margem Ebitda negativa de 3,7%. A divisão registrou prejuízo operacional ajustado de US$ 329 milhões, 107,7% superior ao observado de janeiro a março de 2025.
A Pilgrim’s Pride, por sua vez, viu sua receita líquida crescer 1,6%, para US$ 4,529 bilhões, mas registrou baixa de 31,9% em seu Ebitda ajustado, para US$ 450 milhões, e na margem Ebitda, que passou de 14,8% para 9,9% na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026. Com os problemas enfrentados, o lucro operacional ajustado da controlada diminuiu 55,2%, para US$ 193 milhões.
Já a JBS Brazil, que reúne as operações de carne bovina da companhia no país, voltou a colaborar positivamente para o balanço, em boa medida puxada pelo bom desempenho das exportações. A receita líquida da divisão aumentou 19,5% de janeiro a março, para US$ 3,789 bilhões, o Ebitda ajustado subiu 27,9%, para US$ 168 milhões, a margem Ebitda avançou de 4,1% para 4,4% e o lucro operacional ajustado cresceu 27,3%, para US$ 101 milhões.
Na Seara, a receita líquida chegou a US$ 2,379 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 10,6% mais que em igual intervalo de 2025, o Ebitda ajustado registrou baixa de 13,3%, para US$ 369 milhões, a margem Ebitda retrocedeu de 19,8% para 15,5%, e o lucro operacional ajustado caiu 26,2%, para US$ 248 milhões. Com a base de comparação foi elevada, os números apurados foram considerados ainda robustos.
Na JBS Australia, a receita líquida registrou incremento de 32,3%, para US$ 2,145 bilhões, mas o Ebitda ajustado recuou 17,2%, para US$ 133 milhões (margem Ebitda de 6,2%) e o lucro operacional ajustado caiu 24,3%, para US$ 99 milhões. E na divisão JBS USA Pork, finalmente, a receita líquida subiu 1,5%, para US$ 2,032 bilhões, o Ebitda ajustado recuou 10,8%, para US$ 274 milhões (margem Ebitda de 13,5%) e o lucro operacional ajustado cresceu 15,7%, para US$ 207 milhões.
A JBS informou que seu consumo de fluxo de caixa durante o primeiro trimestre refletiu a sazonalidade do período, marcada por uma concentração de pagamentos a fornecedores, mas que o indicador também foi afetado pelo aumento de 20% no Capex, que alcançou US$ 2,4 bilhões. A companhia realçou, ainda, que sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) em dólar encerrou março em 2,77 vezes.
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