Lucro da FriGol cresceu para R$ 11 milhões no 1º trimestre; Ebitda aumentou 242%

Receita líquida do frigorífico, que conta com operações em São Paulo, Pará e Rondônia, subiu 3,2%, para R$ 1,05 bilhão
Fernando Lopes
Luciano Pascon, CEO da FriGol (foto: Divulgação)

A FriGol, frigorífico de carne bovina com operações em São Paulo, Pará e Rondônia, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 11,1 milhões, ante ganho de cerca de R$ 1 milhão em igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia cresceu 242%, para R$ 33,3 milhões, e sua receita líquida subiu 3,2%, para R$ 1,05 bilhão.

De janeiro a março, as vendas da empresa destinadas ao mercado externo representaram 46% da receita bruta, ante participação de 51% no primeiro trimestre do ano passado. A China continuou a ser o principal destino das exportações da FriGol, com fatia de 64,8% das receitas externas, mas o volume vendido ao país asiático caiu na esteira das salvaguardas impostas por Pequim. 

Israel permaneceu como o segundo maior mercado da empresa no exterior, com compras que representaram 10,3% das receitas externas no primeiro trimestre de 2026, seguido por Hong Kong (4,3%) e Europa (3,2%). Outros destinos responderam por 17,4% da receita obtida com exportações, contra 13% um ano antes e 6% entre janeiro e março de 2024. Nesse grupo, realçou a GriGol, o destaque foi o Sudeste Asiático.

No mercado interno, informou a empresa, o destaque tem sido o foco nas vendas de produtos de alto valor agregado, que tiveram alta de 13% no volume vendido na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e 2025. De acordo com a FriGol, também houve uma ampliação da presença de suas marcas em grandes atacarejos, sobretudo em São Paulo. 

Segundo a companhia, com a mudança do ciclo pecuário no Brasil, que tem levado a uma redução da oferta de gado em geral, com a consequência alta dos preços da arroba do boi, seus abates recuaram 14% de janeiro a março na comparação com igual período de 2025, para 136,6 mil cabeças.

“Apesar da sazonalidade típica de nosso setor no primeiro trimestre, da volatilidade do mercado externo e da baixa oferta de gado – e, consequentemente, da alta do valor da arroba bovina –, tivemos crescimento em nossos indicadores, refletindo a solidez de nossa estratégia operacional e disciplina financeira”, afirma Luciano Pascon, CEO da FriGol, em comunicado divulgado nesta terça-feira.

A FriGol encerrou o primeiro trimestre com caixa de R$ 415,4 milhões, 80% mais que um ano antes, e alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) de 1,7 vez. A empresa também lembrou, no comunicado, que realizou sua quarta emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), totalizando R$ 250 milhões, no período, quando fincou suas bases em Rondônia por meio de parcerias com as empresas locais RioBeef e DistriBoi.

 

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