Exportações de carnes de frango e suína do país continuaram aquecidas em abril

Segundo a ABPA, demanda pelas proteínas brasileiras segue firme, e volume dos embarques de carne de frango bateu novo recorde
Fernando Lopes
Ricardo Santin, presidente da ABPA

As exportações de carne de frango do país alcançaram 486,5 mil toneladas e renderam US$ 940,5 milhões em abril, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume foi o maior da história para o mês, 2,2% superior ao de abril de 2025, enquanto a receita cresceu 3,8% na comparação anual.

A China permaneceu como o principal destino dos embarques, com compras de 52,2 mil toneladas, 0,6% mais que em abril do ano passado. Em seguida vieram Japão, com 42,3 mil toneladas (+13,1%), Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas (+5,2%), União Europeia, com 33 mil toneladas (+23,1%), México, com 27,1 mil toneladas (+50,2%), África do Sul, com 26,3 mil toneladas (-0,8%) e Filipinas, com 24 mil toneladas (-10,7%).

“O cenário internacional segue bastante dinâmico para a proteína animal brasileira. Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

De acordo com a ABPA, de janeiro a abril as exportações brasileiras de carne de frango somaram 1,943 milhão de toneladas, em alta de 4,3% em relação a igual intervalo de 2025. Graças a um aumento do preço médio das cargas vendidas, a receita dos embarques aumentou 6,1% na comparação, para US$ 3,704 bilhões.

CARNE SUÍNA

As exportações de carne suína também se mantiveram aquecidas em abril. Chegaram a 140 mil toneladas, com incremento de 8,3% ante o mesmo mês de 2025, e geraram receita de US$ 328,2 milhões, 8,8% superior. As Filipinas se mantiveram como o principal destino dos embarques, com importações de 35,9 mil toneladas (+20,6%), seguidas por Japão, com 16,6 mil toneladas (+131,9%), China, com 11,8 mil toneladas (-21,6%) e Chile, com 11,1 mil toneladas (+22,8%).

Com isso, no primeiro quadrimestre do ano o volume exportado pelo Brasil atingiu 532,2 mil toneladas, um avanço de 14,2% em relação a igual intervalo do ano passado, e a receita cresceu 14,1%, para US$ 1,244 bilhão. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro”, realçou Santin.

 

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