A União Europeia informou ontem que excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango e outros produtos de origem animal ao bloco a partir do dia 3 de setembro deste ano.
Segundo informações da Agência Brasil, a UE argumentou que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
O rol de produtos que poderão ser barrados caso o Brasil não comprove que consegue atender às exigências impostas também inclui ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação. Outros países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) continuam entre os países autorizados a exportar todos os produtos citados ao bloco europeu.
A decisão da UE pegou governo e exportadores brasileiros de surpresa. “É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias”, afirmou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota.
De acordo com a ABPA, que representa as indústrias de aves e suínos, o Ministério da Agricultura já está em tratativas com a UE para demonstrar que os protocolos europeus são “plenamente atendidos” pelas empresas.
A embaixada do Brasil na UE já se reuniu nesta quarta-feira com representantes da Comissão Europeia para tratar do assunto,
Em abril, a UE foi o quarto principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, com compras de 33 mil toneladas, 23,1% mais que no mesmo período de 2025.
PESCADOS
Os exportadores brasileiros de pescados, que enfrentam restrições para vender à UE desde 2018 por causa de problemas identificados em embarcações de pesca extrativa, e vivem a expectativa de reabertura daquele mercado, manifestaram preocupação com a medida anunciada por Bruxelas.
“A aquicultura brasileira segue penalizada por problemas que não pertencem ao setor. Esperamos que o Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Relações Internacionais, atue para reverter a perda de um mercado tão importante para as proteínas animais do Brasil”, afirma a Peixe BR.
“A entidade ressalta, ainda, que a recente decisão da UE, logo após o avanço do acordo Mercosul-União Europeia, reforça um cenário global de proteção de mercados, no qual barreiras sanitárias e regulatórias também passam a ser utilizadas como instrumentos comerciais”, realçou a Peixe BR
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