Lucro líquido da Boa Safra diminuiu 36% no 1º trimestre

Ebitda da empresa de sementes foi negativo em R$ 25,4 milhões; receita líquida cresceu 20%, para R$ 132 milhões
Fernando Lopes
Marino Colpo, CEO da Boa Safra (foto: Comunicação Boa Safra)

A Boa Safra, uma das maiores empresas de sementes do país, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 3,711 milhões, 36% menos que em igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia foi negativo em R$ 25,398 milhões, com melhora de 34%, e sua receita líquida cresceu 20%, para R$ 132,079 milhões.

A empresa lembrou, em comunicado, que sazonalmente o primeiro trimestre tem menor representatividade em seus resultados, até porque as sementes de soja são seu carro-chefe e as entregas do insumos se concentram no segundo semestre. Mas o custo financeiro aumentou de janeiro a março, segundo a Boa Safra “associado ao reconhecimento pleno dos encargos do CRA e derivativos, que pressionaram a última linha do resultado mesmo diante do crescimento da receita operacional líquida”.

De acordo com a companhia, sua dívida líquida consolidada encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 848 milhões, ante R$ 519 milhões um ano antes. “A variação reflete, principalmente, a evolução das receitas da companhia e consequente maior capital de giro e pagamento do JCP (juros sobre o capital próprio], com maior concentração de obrigações no longo prazo, bem como as movimentações de caixa observadas ao longo do trimestre”, informou a Boa Safra.

O caixa e as aplicações financeiras da empresa totalizaram R$ 777 milhões no fim de março, ante R$ 663 milhões um ano antes, “atenuando parcialmente o aumento do endividamento e contribuindo para a manutenção de uma posição de liquidez adequada”. Já a carteira de pedidos da companhia alcançou cerca de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre, um novo recorde para o intervalo puxado pela soja, responsável por R$ 1,3 bilhão. 

De janeiro a março, as sementes de soja ainda geraram receita bruta de R$ 143 milhões (17,2% mais que no primeiro trimestre de 2025), mesmo sendo uma fase de encerramento das entregas para a safra que está no fim da colheita. Com isso, outros segmentos, como milho, trigo, sorgo e feijão, que estão ganhando força na diversificação dos negócios da companhia, tiveram peso um pouco maior na receita.

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