Chuvas prejudicam colheita da safrinha de milho no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo

Segundo a AgRural, trabalhos foram concluídos em 69% da área plantada até quinta-feira; no mesmo período de 2025, o percentual já estava em 81%
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

A colheita da atual safrinha de milho foi concluída em 69% da área plantada no Centro-Sul do país até quinta-feira passada, ante 60% uma semana antes, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela AgRural. No mesmo período do ciclo passado, o percentual já estava em 81%.

De acordo com a consultoria, o avanço foi mais lento que o esperado por causa do retorno das chuvas em polos dos Estados do Paraná, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Em Mato Grosso, o tempo firme favoreceu a colheita e os trabalhos estão perto do fim. A AgRural estima que a colheita alcançará 110,5 milhões de toneladas, em queda de 2,4% em relação ao volume do ano passado (113,2 milhões de toneladas).

O número é pouco superior ao calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Conforme a estatal, a safrinha renderá 109,4 milhões de toneladas, em baixa de 3,4%, fruto de uma área cultivada 2,1% superior, da ordem de 17,8 milhões de hectares, mas de um rendimento médio 5,4% menor, de 6.148 quilos por hectare.

Assim, enquanto a AgRural estima que a produção total de milho atingirá 142,8 milhões de toneladas nesta temporada 2025/26, com aumento de 1,1% na comparação com o ciclo 2024/25, a Conab prevê que o volume totalizará 141,7 milhões de toneladas, em alta de 0,4%. 

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