Cresce a vantagem econômica do etanol hidratado em relação à gasolina

Diferença de preços favorece a demanda pelo biocombustível; em São Paulo, vantagem é a maior desde 2018
Fernando Lopes

A vantagem econômica do etanol hidratado em relação à gasolina continua a aumentar nos Estados que concentram o consumo do biocombustível no país. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) destacados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), em São Paulo, por exemplo, na semana passada essa vantagem alcançou o maior patamar desde 2018.

No mercado paulista, o preço médio do hidratado chegou a R$ 3,70 o litro, contra R$ 6,39 do litro da gasolina. “Aplicando o diferencial técnico de rendimento de 73%, o preço equivalente do hidratado seria de R$ 5,07 o litro. Isso garante ao consumidor uma economia efetiva de R$ 1,32 por litro rodado, resultando em R$ 79,29 poupados considerando um tanque de 60 litros”, realçou a Unica.

De acordo com a ANP, informou a entidade, todos os municípios pesquisados nos Estados de São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais registraram preços do etanol competitivos em relação aos da gasolina na semana passada. Em São Paulo, a paridade média ficou em 57,9%.

“A economia oferecida pelo etanol é especialmente importante nesse período de volatilidade geopolítica, que impõe riscos inflacionários a países importadores de derivados de petróleo no mundo todo. O etanol, assim, mitiga a exposição a choques de oferta globais e amplia a competitividade do abastecimento brasileiro”, observou a Unica. 

Nesse contexto, pontuou a entidade, a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina para 32% não é apenas uma questão ambiental, mas uma política macroeconômica. “A implementação do E32 reduz a necessidade de importação de gasolina em um volume que varia entre 800 milhões e 1 bilhão de litros por ano, de acordo com estimativas do setor. Com isso, a consolidação do E32 garante uma proteção maior do custo dos combustíveis no Brasil frente a instabilidades nos preços internacionais”.

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