Lucro líquido da São Martinho caiu 39,3% no 1º trimestre do exercício 2026/27

Resultado alcançou R$ 38,1 milhões; Ebitda da companhia recuou 27,7%, e receita líquida foi 17,6% menor
Fernando Lopes

A São Martinho, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país, encerrou o primeiro trimestre de seu exercício 2026/27, em junho, com lucro líquido de R$ 38,1 milhões, em queda de 39,3% em relação a igual intervalo do ano-fiscal anterior. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa caiu 27,7%, para R$ 582,3 milhões, e sua receita líquida recuou 17,6%, para R$ 1,53 bilhão.

Segundo a empresa, os resultados refletiram, em parte, um menor volume de vendas de etanol e a queda dos preços de comercialização tanto de açúcar quanto de etanol. A companhia moeu 8,5 milhões de toneladas de cana entre abril e junho, 3,9% mais que no primeiro trimestre do exercício 2025/26, e a partir da matéria-prima produziu 424,8 mil toneladas de açúcar, com queda de 10,6%, e 354,6 mil metros cúbicos de etanol, com incremento de 19,1%.

Com o processamento de 139 mil toneladas de milho, também fabricou 59,1 mil metros cúbicos de etanol, um avanço de 4,2% na comparação trimestral, 35,6 mil toneladas de DDG (subproduto destinado à nutrição animal), em baixa de 6,1%, e 2,3 mil toneladas de óleo de milho, com avanço de 20,2%.    

De acordo com a São Martinho, sua receita líquida com vendas de açúcar alcançou R$ 683,6 milhões no primeiro trimestre, o que representou uma redução de 15% puxada por uma queda de 25,7% no preço médio, parcialmente compensada pelo aumento de 14,5% no volume comercializado.

A receita das vendas de etanol, por sua vez, totalizou R$ 630,2 milhões, em baixa de 26,4% decorrente do menor preço de venda (-4,2%) e de uma redução de 23,2% do volume comercializado. “O menor volume do trimestre reflete a comercialização, no primeiro trimestre de 2025/26, de volumes produzidos ao longo de safra 2024/25 (“estoque de passagem”), e a estratégia de comercialização do biocombustível para 2026/27, com maior concentração de volumes no segundo semestre da safra”, informou a companhia.

A São Martinho realçou, ainda, que seu resultado financeiro (Caixa) totalizou uma despesa de R$ 90,7 milhões no primeiro trimestre do ano-fiscal, uma redução de 27,3% na comparação anual, em virtude sobretudo do aumento das receitas financeiras e disponibilidades de caixa – parcialmente compensado pelo crescimento das despesas financeiras e dívida bruta no intervalo.

Em 30 de junho de 2026, a dívida líquida da companhia atingiu R$ 5,2 bilhões, com aumento de 5% ante o fim do quarto trimestre de 2025/26. Esse avanço derivou de novas captações voltadas a capital de giro e de investimentos recorrentes. O lucro caixa da São Martinho caiu 93,9% entre abril e junho na comparação com o mesmo trimestre do exercício anterior, para R$ 9,6 milhões, enquanto o caixa cresceu 24,3%, para R$ 506,5 milhões.  

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