A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 705,2 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de cana-de-açúcar no país nesta safra 2026/27, que começou em abril. O volume é quase 4 milhões de toneladas inferior ao projetado pela estatal em abril mas, se confirmado, representará um aumento de 4,7% em relação ao registrado no ciclo 2025/26.
A Conab manteve o cálculo para a área que está sendo colhida em 9,1 milhões de hectares, 1,1% maior que a da temporada anterior, e passou a prever o rendimento médio dos canaviais em 77.905 quilos por hectare, com aumento de 3,6% ante 2025/26 em consequência do clima mais favorável, ao menos até agora.
Para a região Sudeste, a Conab agora estima produção de 451,4 milhões de toneladas em 2026/27, com avanço de 5%. Como de costume, a colheita será puxada por São Paulo, onde o volume deverá crescer 4,3% e chegar a 362,8 milhões de toneladas. No Centro-Oeste, o volume passou a ser previsto em 157 milhões de toneladas, em alta de 4,6%, e no Nordeste em 55,4 milhões de toneladas, com crescimento de 4,1%.
AÇÚCAR E ETANOL
De acordo com a estatal, a safra atual será mais alcooleira, tendo em vista as condições de mercado. Para o etanol derivado de cana, a projeção é de aumento de 9,7% da produção, para 30 bilhões de litros, enquanto para o açúcar a estimativa é de queda de 2,9%, para 42,9 milhões de toneladas. Para o etanol feito de milho, a perspectiva é de ampliação de 17%, para 11,9 bilhões de litros.
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento