A produção brasileira de soja deverá alcançar 183,5 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativa divulgada na semana passada pela StoneX. Nas contas da empresa de serviços financeiros, o volume, 0,2% superior ao previsto em agosto, representa um aumento de 0,5% em relação ao registrado no ciclo 2025/26 e, com isso, um novo recorde histórico.
De acordo com a StoneX, a área plantada com o grão chegará a 49,5 milhões de hectares, com incremento de 0,8% ante a temporada passada, e a produtividade média das lavouras cairá de 3,72 para 3,71 toneladas por hectare. A revisão para cima do volume final decorre da elevação da expectativa de rendimento no Rio Grande do Sul, uma vez que o fenômeno El Niño tende a ampliar o nível pluviométrico no Estado.
“Conforme adentramos setembro, o vazio sanitário já se encerra em diversas regiões do Brasil, elevando a atenção sobre o ritmo de plantio e os desenvolvimentos iniciais da safra de soja. Embora as projeções climáticas não apontem para nada muito urgente neste momento, as condições seguirão monitoradas”, informou a StoneX.
Conforme a consultoria AgRural, a largada para o plantio aconteceu na semana passada no Paraná, e em Mato Grosso os trabalhos foram liberados ontem. O Estado do Centro-Oeste lidera a produção nacional de soja, seguido pelo Paraná. Segundo a StoneX, no primeiro a colheita deverá recuar 2,7%, para 48,7 milhões de toneladas, enquanto no segundo a tendência é de alta de 1%, para 23,3 milhões.
MILHO
No caso do milho, a StoneX projeta produção de 29,3 milhões de toneladas na primeira safra do ciclo 2026/27, com crescimento de 2,4% sobre 2025/26. No cenário traçado pela empresa, a área plantada alcançará 3,7 milhões de hectares, em alta de 3,8%, e a produtividade média das plantações diminuirá de 8,08 para 7,97 toneladas por hectare.
“O Rio Grande do Sul deve ser o grande vetor dessa expansão produtiva, uma vez que o Estado deve ter um incremento de 105 mil hectares na área plantada no ciclo 2026/27. As expectativas para a produtividade do Estado também são otimistas, podendo vir em linha com os rendimentos do ano passado em vista sobretudo de chuvas mais benéficas em anos de El Niño”, realçou a StoneX.
Conforme a AgRural, a semeadura de milho verão, que começou antes que a da soja e é liderada pelo Rio Grande do Sul, já alcançou 17% da área estimada para o Centro-Sul do país até quinta-feira passada, ante 12% no mesmo período da última temporada.
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