Os embarques de soja e derivados (farelo e óleo) do país deverão render US$ 61,1 bilhões em 2026, segundo novas estimativas divulgadas na semana passada pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), que reúne gigantes como ADM, Amaggi, Bunge, Cargill, Cofco e Louis Dreyfus Company. Se confirmado, o valor representará um aumento de 15,5%, ou US$ 8,2 bilhões, em relação a 2025.
Para a soja em grão, a entidade projeta US$ 49,5 bilhões, com incremento de 13,6% ante o ano passado. Esse avanço deverá ser resultado de um crescimento de 6,3% no volume de vendas, para 115 milhões de toneladas, e de uma alta de 7% no preço médio das cargas, para US$ 430 por tonelada. Após mais uma colheita recorde na safra 2025/26, o volume de exportações da matéria-prima previsto pela Abiove também é o maior da história.
No caso do farelo de soja, a entidade estima que a receita dos embarques subirá quase 20%, para US$ 9,5 bilhões, fruto de um avanço de 8,6% do volume de vendas, para 25,3 milhões de toneladas, e de um preço médio 10,3% superior (US$ 75 por tonelada). E para o óleo de soja, finalmente, a Abiove projeta o valor das exportações em US$ 2,2 bilhões, em alta de 49,2%, por causa de volumes 32,1% maiores (1,8 milhão de toneladas) e de um preço médio 13% mais elevado (US$ 1,2 mil por tonelada).
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