A Promip mudou de patamar, e já se prepara para galgar mais alguns degraus

Capacidade de produção de insumos biológicos da empresa subiu de 50 para 120 toneladas anuais, e deverá chegar a 500 até 2029
Fernando Lopes
Marcelo Poletti, cofundador e CEO da Promip (foto: Divulgação)

A Promip, agtech de insumos biológicos com sede em Piracicaba, mudou de patamar com a inauguração, em 2024, da ampliação da fábrica localizada em Engenheiro Coelho, também no interior paulista, e já se prepara para galgar mais alguns degraus nos próximos anos, embalada sobretudo pela expansão de sua linha produzida a partir do Baculovírus.

Com a unidade ampliada, a capacidade total de produção da Promip, que era de 50 toneladas anuais, deverá alcançar 120 toneladas em 2025. Segundo Marcelo Poletti, cofundador e CEO da empresa, o volume tende a atingir 240 toneladas em  2026, e a planta está preparada para atingir até 500 toneladas em 2028 ou 2029.

A fábrica produz oito macrobiológicos, que ainda respondem por cerca de 15% do faturamento da empresa, e microbiológicos, grupo liderado pela linha baseada no Baculovírus. São quatro produtos nessa frente atualmente – inclusive o BaculoMip, inseticida indicado para o controle da lagarta-do-cartucho em lavouras de milho e outras culturas -, mas o número deverá subir para sete no curto prazo.

Essa ampliação, disse Poletti, virá com o crescimento do portfólio de inseticidas produzidos a partir do Baculovírus para o combate de outras lagartas. “A ideia é sermos reconhecidos como uma plataforma de vírus”, afirmou. “Mas não adianta apenas ofertarmos novos produtos. O agricultor precisa de suporte”. O número total de produtos da companhia deverá chegar a 20 nos próximos cinco anos.

A Promip mantém desde 2020 um programa de suporte ao produtor chancelado pelo Ministério da Agricultura, e dá atenção especial ao manejo integrado de pragas para fortalecer programas de agricultura regenerativa. As vendas dos macro e dos microbiológicos são principalmente “B2B”, destinadas a plantações de grãos e hortifrútis, entre outras.

Em janeiro deste ano, a Promip recebeu aporte de R$ 20 milhões de um fundo gerido pela AngraPartners, que, com isso, assumiu participação relevante em seu capital. Outra fatia relevante está nas mãos do Fundo de Inovação Paulista, gerido pela SP Ventures, que aposta na agtech já há mais de uma década.

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