Os abates de bovinos somaram 10,29 milhões de cabeças no país no primeiro trimestre, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas contas do órgão, o número é 6,8% inferior ao registrado entre outubro e dezembro, mas supera em 3,3% o resultado apurado de janeiro a março de 2025.
Outras estimativas apontam para um comportamento diferente. No início do mês, a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América Latina, publicou um panorama setorial dando conta que os abates alcançaram 7 milhões de cabeças no primeiro trimestre, com quedas de 9% ante o quarto trimestre de 2025 e de 2% na comparação anual.
De qualquer forma, as retrações em relação ao quarto trimestre, denominador comum entre as duas estimativas, reforçam o movimento de mudança do ciclo da pecuária no Brasil, para um período de baixa oferta de animais. Nesse contexto, a tendência natural é de aumento dos preços da arroba e de redução de margens para os frigoríficos.
FRANGO, SUÍNOS E OVOS
De acordo com o IBGE, o abate de frangos atingiu 1,71 bilhão de cabeças de janeiro a março de 2026, em queda de 0,4% sobre o quarto trimestre do ano passado, mas em alta de 3,7% ante um ano antes. No caso dos abates de suínos, que chegaram a 15,27 milhões de cabeças, houve queda de 0,1% e aumento de 5,5%, respectivamente.
Ainda conforme o IBGE, a produção de ovos de galinha foi de 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, e o resultado representou baixa de 3,5% na comparação com o quarto trimestre de 2025 e incremento de 0,4% ante o período de janeiro a março do ano passado.
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