Após tombo em janeiro, exportação de soja de MT tende a ganhar ritmo

Volume de embarques do grão colhido no Estado caiu 62% em relação ao mês do ano passado
Fernando Lopes

O atraso da colheita de soja em Mato Grosso derrubou as exportações brasileiras do grão em janeiro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques nacionais somaram 1,07 milhão de toneladas, 62,4% menos que no mesmo mês de 2024. Foi praticamente o mesmo tombo dos embarques de Mato Grosso, que ficaram em 158,6 mil toneladas, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato). Em janeiro, o Paraná sustentou as exportações, mas o ritmo já está aumentando no Estado do Centro-Oeste, que lidera a produção da oleaginosa no país.

De acordo com levantamento do Imea, a colheita de soja foi concluída em 50% da área plantada em Mato Grosso até a semana passada, com avanço de 21,5 pontos percentuais em relação à semana anterior. O órgão estima que a colheita vai atingir o recorde de 40,8 milhões de toneladas na atual temporada no Estado, com aumento de 20,8% ante o ciclo 2023/24. O Imea informou que quase metade desse volume foi comercializado até o fim de janeiro, 8,4 pontos percentuais a mais que em igual intervalo do ano passado,e que os primeiros negócios envolvendo a colheita de 2025/26 já começaram a ser fechados.

Ainda conforme o Imea, os investimentos necessários para o custeio da safra 2025/26 subiram em janeiro. Ante dezembro, a alta foi de 6,3%. “Considerando a produtividade média dos últimos três anos, o ponto de equilíbrio para cobrir o custeio da safra 2025/26 ficou em R$ 68,85 por saca de 60 quilos, alta de 7,65% ante a safra passada. Quando observado o custo total, o sojicultor do Estado precisaria negociar sua produção a uma média de R$ 126,19 por saca, realidade bem distante do preço médio negociado no mês passado, que foi de R$ 113,22 por saca”, informou o Imea.

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