Banco do Brasil tenta se afastar da polêmica dos recursos do Plano Safra

Banco informa que sua carteira de crédito rural alcançou R$ 400 bilhões em fevereiro, montante que representa um crescimento de 12%
Fernando Lopes

Enquanto o Governo Federal tenta apagar o incêndio que ele próprio criou suspendendo a liberação de recursos a juros subsidiados para financiamentos do Plano Safra, o Banco do Brasil tenta se afastar da confusão.

Dias depois de o ministro Fernando Hadad anunciar uma Medida Provisória com um aporte especial de R$ 4,1 bilhões, como forma de compensar a suspensão do crédito subsidiado ao setor, o banco anunciou que sua carteira agro atingiu em fevereiro a marca de R$ 400 bilhões.

O montante envolve tanto recursos liberados a juros controlados quanto a taxas livres. O valor também representa um crescimento de 12% em comparação ao mesmo período do ano passado, acima da expectativa do próprio banco. O Banco do Brasil estima que sua carteira de crédito rural avance entre 5% e 9% em 2025.

Além disso, o banco informou que entre os dias 21 e 25 de fevereiro, período entre o anúncio da suspensão das linhas com recursos equalizados e a publicação da Medida Provisória, foram desembolsados R$ 2,2 bilhões em outras modalidades disponíveis de crédito. 

O banco é o principal agente financeiro do setor, com quase 700 mil operações por safra. Do volume total de recursos equalizáveis recebidos na safra, o Banco do Brasil já executou 65%, bem acima da média do mercado. Na atual safra, já foram desembolsados R$ 162 bilhões, número em linha com o mesmo período da safra anterior. 

“Atingir o marco de R$ 400 bilhões na carteira agro é resultado da atuação da mais ampla e especializada rede de atendimento e apoio técnico aos clientes e negócios, por meio de uma engrenagem eficiente de processos, tecnologias e metodologias de controles e riscos”, afirma Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do banco.

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