BNDES financia armazéns de Coamo, Copacol, Santa Helena e Vale do Paracatu

No total, banco de fomento aprova R$ 216,6 milhões em recursos do PCA e do Finem para os quatro grupos
Fernando Lopes

O crônico déficit na estrutura de armazenagem de produtos agrícolas no país continua a manter a demanda por crédito para a ampliação e construção de novos silos aquecida. Nessa frente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta segunda-feira que liberou um total de R$ 216,6 milhões para projetos das cooperativas paranaenses Coamo e Copacol e das empresas Energética Santa Helena e Vale do Paracatu.

Segundo o BNDES, para a Copacol, cuja sede está localizada no município de Cafelândia, são R$ 83,8 milhões, sendo R$ 52,84 milhões provenientes do Programa para Ampliação e Construção de Armazéns (PCA) no âmbito do Plano Safra 2024/25 e R$ 31 do Finem Crédito para projetos Direto. O valor total representa 91,4% dos aportes previstos na ampliação de três unidades armazenadoras no oeste do Paraná, que ganharão novos silos e, no total, capacidade adicional para 103,5 mil toneladas de grãos.

Para a Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, com sede em Campo Mourão, foram destinados R$ 52,84 milhões oriundos do PCA. É o montante total que o grupo pretende investir na ampliação e modernização de três unidades situadas em cidades do centro-oeste paranaense. No total, serão 60 mil toneladas em capacidade adicional.

No caso da Energética Santa Helena, do segmento sucroalcooleiro, o crédito aprovado pelo BNDES chega a R$ 40 milhões, também da linha PCA. O valor representa 90,6% do total a ser aplicado em Nova Andradina (MS), onde se situa a sede da companhia e serão erguidos um armazém para 50 mil toneladas de açúcar e uma fábrica para a produção da commodity, anexa à usina de etanol já existente.

E para a Vale do Paracatu Bioenergia, finalmente, são também R$ 40 milhões – R$ 25 milhões do PCA e R$ 15 milhões do Finem. O dinheiro será dividido entre a construção de um armazém para 60 mil toneladas de açúcar (R$ 34,9 milhões) e uma nova planta de produção da commodity (R$ 5,1 milhões), e responde por 25,7% do aporte total projetado.

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