A capacidade disponível para armazenamento no país alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo dados divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao semestre anterior, houve aumento de 1,1%. Na mesma comparação, o número de estabelecimentos envolvidos na atividade cresceu 0,5%, para 9.668.
Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, o número de estabelecimentos aumentou nas regiões Norte (4,7%), Nordeste (1,9%), Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%), mas diminuiu no Sul. Os estoques de milho respondiam pelo maior volume armazenado no período (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos de soja (7,3 milhões), de trigo (6 milhões), de arroz (2,9 milhões) e de café (800 mil toneladas).
“Esses produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados pela pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora”, realçou o IBGE, em nota.
Nos últimos 28 anos, apontou o IBGE, os armazéns convencionais apresentaram uma queda na capacidade de 56,9% no Brasil. Em contrapartida, as capacidades dos armazéns graneleiros e silos cresceram 151,4% e 469,7%, respectivamente, embaladas pelo forte incremento da produção nacional de grãos.
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