A capacidade de armazenagem de produtos agrícolas nas propriedades rurais do país alcançou 35,64 milhões de toneladas neste ano, segundo dados do Sistema de Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (Sicam) divulgados nesta sexta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em 2010, conforme a estatal, eram 20,68 milhões de toneladas – ou seja, de lá para cá houve crescimento de 72,1%.
“Ao dispor de um armazém, o agricultor ganha autonomia para definir seu fluxo de comercialização, podendo armazenar parte da produção e aguardar momentos mais favoráveis de mercado para realizar a venda, o que contribui para a melhoria de seus resultados financeiros”, afirma o superintendente de Armazenagem da Conab, Stelito dos Reis Neto, em nota.
De acordo com a estatal, nos últimos 15 anos a taxa média de aumento da capacidade de armazenagem nas fazendas chega a 3,69% ao ano e supera o avanço do incremento da capacidade de armazenagem em geral (2,86% ao ano). “No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer, considerando que os armazéns localizados nas fazendas representam apenas 16,8% da capacidade estática nacional”, diz Reis Neto.
Maior produtor de grãos e algodão do país, Mato Grosso é o Estado que registra a maior capacidade estática nas fazendas, que passou de 9,62 milhões de toneladas, em 2017, para 14,7 milhões em 2025. Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul vêm em seguida, mas o maior avanço nessa comparação foi registrado no Piauí – de 246,25 mil toneladas para 1,77 milhão.
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