A colheita da soja semeada no país nesta safra 2025/26 já começou. Segundo informações divulgadas pela AgRural, os primeiros registros vieram na semana passada, em áreas isoladas do oeste do Paraná e do médio-norte, do leste e do oeste de Mato Grosso. Os trabalhos nesses polos continuam e ganharão força em janeiro, desde que o clima permita.
Nas contas da AgRural, a área plantada chegou a 49,1 milhões de hectares em todo o Brasil, a produtividade média das lavouras deverá atingir 61,2 sacas de 60 quilos por hectare e, com isso, a colheita tende a alcançar 180,4 milhões de toneladas, um novo recorde histórico cerca de 9 milhões de toneladas superior ao observado no ciclo 2024/25.
É uma das maiores estimativas divulgadas até agora por agentes públicos ou privados. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por exemplo, trabalha com uma área plantada de 48,9 milhões de hectares, 3,4% maior que no ciclo anterior, e com colheita de 177,1 milhões de toneladas, 3,3% superior e também um novo recorde.
A liderança da produção brasileira de soja continua com Mato Grosso. Mas, no Estado, a preocupação com reflexos de adversidades climáticas nos últimos meses aumentou. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área plantada com a oleaginosa cresceu 1,7% nesta safra, para 13 milhões de hectares, mas a produtividade média tende a cair 8,8%, para 60,45 sacas por hectare e, assim, a colheita poderá recuar 7,3%, para 47,2 milhões de toneladas.
“Embora a semeadura tenha começado no ritmo mais acelerado dos últimos cinco anos, a estiagem e as altas temperaturas registradas em diversas regiões reduziram o indicador para níveis abaixo da média histórica e elevaram as preocupações quanto ao desenvolvimento das lavouras, sobretudo daquelas que enfrentaram estresse hídrico nas fases iniciais”, realçou o Imea, em boletim.
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