A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a produção brasileira de café na safra 2024/25 para 56,5 milhões de sacas de 60 quilos, ante as 55,2 milhões de sacas calculadas em setembro.
A colheita já foi concluída, e o volume, apesar de a temporada ter sido de bienalidade negativa da espécie arábica, representa um aumento de 4,3% em relação ao ciclo 2023/24, que foi de bienalidade positiva mas foi afetada por adversidades climáticas.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela estatal, a área destinada à cafeicultura cresceu 0,9% e atingiu 2,26 milhões de hectares, 1,86 milhão dos quais ocupados por lavouras em fase de produção e 396,4 mil por lavouras em formação.
Nas contas da Conab, a colheita de café arábica alcançou 35,8 milhões de sacas, em queda de 9,7%, por causa da bienalidade negativa e de uma redução de 1,5% da área em produção, que atingiu 1,49 milhão de hectares. A área em formação aumentou 12,3%, para 353,1 mil hectares.
O Estado de Minas Gerais permaneceu na liderança da produção de arábica do país, com área total de 1,38 milhão de hectares (75,2% da área ocupada pela espécie no país), seguido por São Paulo, com 198,3 mil hectares (10,8%).
No caso do café conilon, quem lidera é o Espírito Santo, com 286,7 mil hectares (69% do total nacional), seguido por Bahia, com 52 mil hectares, e Rondônia, com 46,7 mil. A área dedicada à espécie somou 415,2 mil hectares em 2024/25 (371,9 mil em produção), e a colheita chegou a 20,8 milhões de sacas, com alta de 42,1%.
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