Conab confirma colheita recorde de grãos no país nesta safra 2025/26

Segundo a estatal, volume total crescerá 0,3% em relação ao ciclo anterior e alcançará 353,4 milhões de toneladas
Fernando Lopes

Em novo boletim divulgado nesta quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve praticamente inalterada sua estimativa para a produção brasileira de grãos nesta safra 2025/26. De acordo com o cenário atualizado pela estatal, o volume total chegará a 353,4 milhões de toneladas, com leves aumentos de 0,1% ante a projeção anterior (353,1 milhões) e de 0,3% na comparação com o ciclo 2024/25 (352,3 milhões). Se confirmado, o resultado representará um novo recorde histórico.

Segundo a Conab, a área plantada deverá alcançar 83,3 milhões de hectares, com incremento de 1,9% em relação à temporada passada, mas a produtividade média das lavouras tende a cair 1,5%, para 4.244 quilos por hectare. Em sua análise, a Conab leva em consideração que os radares meteorológicos indicam chuvas acima da média na maior parte do Nordeste, do Centro-Oeste e do Sudeste do país nos próximos três meses, mas precipitações abaixo da média para as regiões Norte e Sul.

A colheita de grãos no Brasil em 2025/26 continuará a ser liderada pela soja. Se o clima não atrapalhar, a Conab projeta que a produção da oleaginosa atingirá 178 milhões de toneladas, volume recorde 3,8% superior ao de 2024/25. Para a produção total de milho, a estatal prevê 138,4 milhões de toneladas, em baixa de 1,9%, influenciada por uma retração de 3,5% da safrinha, dimensionada em 109,3 milhões de toneladas. Com o avanço da colheita de soja, o plantio da segunda safra de milho está em andamento.

A Conab estima que a produção de sorgo crescerá 9,7%, para 7 milhões de toneladas, impulsionada pela fabricação de etanol. Para o arroz, a nova previsão da Conab indica 10,9 milhões de toneladas, volume 14,4% inferior ao da temporada passada. No caso do feijão, o horizonte aponta queda de 3,1% da colheita total, que é dividida em três safra, para 3 milhões de toneladas. Também para o algodão em pluma e para o trigo a estatal projeta colheitas menores – 3,8 milhões de toneladas (-6,7%) e 6,9 milhões de toneladas (-12,3%), respectivamente.

IBGE

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também atualizou nesta quinta-feira seus números para a colheita de grãos no país em 2026, o volume total alcançará 342,7 milhões de toneladas, uma redução de 1% ante 2024. Nas contas do órgão, soja, milho e arroz responderão por 92,9% desse resultado, e a região Centro-Oeste vai liderar a colheita, com participação de 48,9%, seguida pelo Sul (27,8%). 

  

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