A colheita de soja deverá alcançar 21,9 milhões de toneladas nesta safra 2025/26 no Paraná, segundo estimativa divulgada na semana passada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. O volume é levemente inferior ao previsto em janeiro, em decorrência do clima irregular no primeiro bimestre do ano, mas ainda representa um aumento de 3,2% em relação ao ciclo 2024/25 (21,2 milhões de toneladas).
O Deral calcula que a área plantada com a oleaginosa tenha chegado a 5,8 milhões de hectares, mesmo patamar da temporada passada. Assim, o incremento previsto da produção virá do rendimento, projetado pelo órgão em 3.793 quilos por hectare. De acordo com o departamento, a colheita havia sido concluída em 82% da área semeada até a última quinta-feira. Em todo o país, segundo a consultoria AgRural, o percentual chegou a 75%. O Paraná é o segundo maior produtor de grãos do país, atrás de Mato Grosso.
A AgRural chamou a atenção esta semana para o fato de o Paraná, por causa de adversidades climáticas, ter sido o único Estado da região Centro-Sul que não concluiu o plantio de milho safrinha até o fim da semana passada. Como a janela climáticas ideal para a semeadura já se fechou, no norte paranaense muitos produtores decidiram migrar para o trigo e outras culturas de inverno.
“Mas é no oeste do Estado, que terminou o plantio no início de março, que se concentra a maior preocupação da safrinha do Centro-Sul do Brasil até agora. Embora as chuvas da semana passada tenham sido bem-vindas, a umidade do solo ainda é baixa e os produtores já falam em perdas consolidadas em lavouras que já estão em fase reprodutiva”, alertou a AgRural.
Conforme o Deral, a área da safrinha de milho atingiu 2,9 milhões de hectares na temporada atual, com pequeno avanço ante o ciclo anterior. O órgão calcula que o rendimento médio das lavouras será de 6.122 quilos por hectare, ante 6.285 em 2024/25, e com isso estima a produção em 17,5 milhões de toneladas, em leve queda inferior a 100 mil toneladas.
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