Os embarques de algodão em pluma do país “bombaram” em dezembro e alcançaram 452,5 mil toneladas, 28% mais que no mesmo mês de 2024 e um novo recorde histórico. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Anea, entidade que representa os exportadores do segmento, a receita dessas vendas atingiu US$ 707,4 milhões.
Com esses resultados, realçou a Anea, o Brasil se manteve como maior exportador de algodão do mundo. “Foi um resultado altamente positivo, coroando uma retomada impressionante após um início de temporada mais lento. E ainda temos muito trabalho pela frente para escoar uma safra que também foi recorde”, afirma o presidente da associação, Dawid Wajs, em nota.
Segundo o executivo, colaboraram para a performance das exportações as ações de promoção do algodão brasileiro no exterior promovidas pelo programa Cotton Brasil, que reúne que reúne Anea, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ApexBrasil, e também o aumento do número de portos exportadores.
Com a aceleração de dezembro, as exportações de algodão em pluma do país somaram 3,03 milhões de toneladas em 2025, um incremento de 9% em relação a 2024. de pluma, crescimento de 9% em volume na comparação anual. “Mesmo em um cenário de preços internacionais pressionados, a receita total alcançou US$ 4,93 bilhões, mantendo o algodão entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro”, destacou a Anea.
De acordo com a entidade, um dos destaques do ano passado foi o forte ritmo dos embarques para a Índia, que cresceram 149% ante 2024 e chegaram a 251,3 mil toneladas. Nova Déli isentou as importações indianas de tarifa até 31 de dezembro, o que abriu espaço para esse salto, mas ainda não há confirmação de que esse política será mantida em 2026.
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