O esmagamento de soja voltou a crescer em Mato Grosso em dezembro e, com isso, confirmou as expectativas e bateu novo recorde em 2025. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato), o avanço foi motivado pela ampliação da capacidade de processamento e pelo aumento da demanda por óleo de soja para a produção de biodiesel.
De acordo com o Imea, no mês passado foram esmagadas 1,1 milhão de toneladas no Estado, um incremento de 9% em relação ao mesmo mês de 2024. Em todo o ano passado, quando a capacidade da indústria de Mato Grosso registrou alta de 4,2%, o volume chegou a 13 milhões de toneladas, com crescimento de 15,4%.
O cenário para o processamento também foi beneficiado por rentabilidade positiva, impulsionadas pela queda das cotações da soja em grão e pelo aumento de 27,4% dos preços do óleo de soja. Conforme o Imea, em média a margem bruta de esmagamento atingiu R$ 549,53 em 2025 no Estado, 31,9% mais que em 2024.
Para 2026, o Imea projeta novo avanço do processamento de soja no Estado, para 13,2 milhões de toneladas. Em todo o país, o volume poderá chegar a 61 milhões de toneladas., segundo cenário traçado pela Associação das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Se confirmado, haverá aumento de 3,7%.
Nas contas da Abiove, com esse salto a produção de farelo de soja deverá alcançar 47 milhões de toneladas, 4,2% acima de 2025, e a de óleo de soja tende a subir 4,7%, para 12,25 milhão de toneladas.
“O foco crescente no esmagamento reflete o amadurecimento da indústria brasileira. Ao processarmos 61 milhões de toneladas, estamos agregando valor à nossa matéria-prima e garantindo o suprimento de proteínas e energia para o mercado interno e global”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, em nota divulgada na semana passada.
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