As exportações de ovos do país alcançaram 5.259 toneladas e renderam US$ 11,8 milhões em julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o volume cresceu 304,7% e a receita foi 340,9% superior.
Com isso, de janeiro a julho os embarques chegaram a 30.174 toneladas, com incremento de 207,3% ante igual intervalo de 2024. O faturamento acumulado cresceu 232,2%, para US$ 69,6 milhões. Os Estados Unidos continuaram a puxar esses fortes aumentos, com compras de 18.976 toneladas nos primeiros sete meses do ano (+1.419%), ou US$ 40,7 milhões (+1.769%).
“Ainda não é possível prever o efeito das questões comerciais com os Estados Unidos sobre os embarques do produto, mas há uma perspectiva de eventual manutenção de fluxo, já que a demanda norte-americana segue elevada frente à escassez de oferta naquele mercado”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.
Ocorre que, diferentemente de suco de laranja e celulose, entre outros, os ovos estão na lista dos produtos que não escaparam da tarifa adicional de 40% imposta pela Casa Branca às importações do Brasil, que já está em vigor. Ou seja, passaram a ser onerados em 50%, uma vez que uma taxa de 10% já está em vigor desde abril, o que reduz sua competitividade.
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