Exportação de ovos resiste ao tarifaço dos EUA e continua a crescer

Segundo a ABPA, receita dos embarques aumentou 94,2% em setembro, para US$ 5,5 milhões
Fernando Lopes

Mesmo com a queda das compras americanas pós-tarifaço, as exportações de ovos do Brasil voltaram a crescer em setembro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totalizaram 2.076 toneladas e renderam US$ 5,5 milhões, com aumentos de 39,7% e 94,2%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2024.

“Após a ocorrência do tarifaço, houve uma reconfiguração no mapa das exportações do setor, com restabelecimento de fluxo para mercados tradicionais do Oriente Médio e destinos recentemente abertos na América Latina”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota. Para os Estados Unidos, que desde agosto impõem uma taxa adicional de 40% sobre a importação de produtos brasileiras, as exportações de ovos caíram 41,1% em setembro, para 100 toneladas.

Com o tombo dos EUA, o principal destino dos embarques do Brasil no mês passado foi o Japão, que absorveu 692 toneladas, um aumento de 497,1% ante setembro de 2024. Em seguida vieram Chile, com 400 toneladas (-57,1%), Emirados Árabes Unidos, com 279 toneladas, e México, com 251 toneladas. Emirados Árabes Unidos e México não importam ovos brasileiros em setembro do ano passado.

De janeiro a setembro, os embarques da proteína somaram 34.348 toneladas 174,1% mais que nos nove primeiros meses de 2024. Em igual comparação, a receita das vendas cresceu 201,7%, para US$ 80,8 milhões.

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