Importações brasileiras de fertilizantes cresceram 4% em fevereiro

Segundo a Conab, volume alcançou 2,38 milhões de toneladas; tensões no Oriente Médio elevam preços e geram incertezas
Fernando Lopes
Porto de Paranaguá (foto: Claudio Neves/Portos do Paraná)

As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 2,38 milhões de toneladas em fevereiro, segundo dados compilados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume foi 4% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. 

O crescimento ocorreu antes do recrudescimento das tensões no Oriente Médio, importante região produtora de nutrientes derivados do nitrogênio, e a estatal reforça que a continuidade dos conflitos representa risco elevado para os produtores rurais do país, um dos maiores importadores de adubos do mundo.

Como já informou o NPagro, os preços de produtos como a ureia e o MAP (fosfato monoamônico) estão em forte alta, e a Conab realça que o cenário cria um risco estrutural de oferta, “agravado por sinais como redução da produção de nitrogenados no Catar, restrições na navegação no Estreito de Ormuz e maior volatilidade nos mercados de energia e fertilizantes”. 

Em todo o ano passado, as importações do Brasil atingiram 45,5 milhões de toneladas, ante um consumo estimado em 51,7 milhões de toneladas.

O volume total importado em fevereiro foi menor que o de janeiro (2,88 milhões de toneladas), em boa medida porque a demanda para o plantio da safrinha de milho era maior. 

Em fevereiro, entraram pelo porto de Paranaguá, no Paraná, cerca de 710 mil toneladas, 100 mil a mais que um ano antes. Pelos portos do Arco Norte, foram 350 mil toneladas, em alta da ordem de 40 mil toneladas, e por Santos, no litoral paulista, foram 510 mil toneladas, 20 mil a mais, segundo a Conab. 

No primeiro bimestre de 2026, as importações somaram 5,263 milhões de toneladas, com leve queda de 1,5% em relação a igual intervalo de 2025.

 

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