Indústria eleva estimativa para exportações de soja em grão em 2025

Segundo a Abiove, embarques da matéria-prima deverão alcançar 109 milhões de toneladas e render US$ 44,1 bilhões
Fernando Lopes

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou para 109 milhões de toneladas sua estimativa para as exportações de soja em grão do país em 2025. O volume é 800 mil toneladas superior ao previsto em junho e, se confirmado, representará um incremento de pouco mais de 10 milhões de toneladas ante 2024 (98,8 milhões).

Como a entidade manteve a conta para o preço médio dos embarques este ano em US$ 405 por tonelada, ante US$ 435 no ano passado, a receita das vendas da matéria-prima ao exterior passou a ser estimada em US$ 44,145 bilhões, com aumento de 2,8%. Com isso, para todo o complexo soja (grão, farelo e óleo) a Abiove agora calcula a receita das exportações em US$ 53,657 bilhões, resultado 0,5% inferior ao de 2024.

Não houve mudanças no cenário traçado pela associação para as exportações de farelo e óleo. Para o farelo, a Abiove prevê um volume de embarques de 23,6 milhões de toneladas (+2%), preço médio de US$ 345 a tonelada (-17,7%) e receita US$ 8,142 bilhões (-16%). Para o óleo, serão 1,35 milhão de toneladas (-1,2%), com cotação média de US$ 1.015 a tonelada (+5,8%) e receita de US$ 1,37 bilhão (+4,4%).

Com o aumento do percentual de mistura do biodiesel no diesel fóssil vendido no país, que passará a ser de 15% (B15) em 1º de agosto, o espaço para ajustes para cima nas exportações de óleo diminuiu. Em contrapartida, a estimativa para o processamento do grão em 2025 aumentou para 57,8 milhões de toneladas, 2 milhões a mais que em 2024. A produção de farelo deverá crescer 4,3%, para 44,5 milhões de toneladas, e a de óleo tende a subir 2,3%, para 11,6 milhões de toneladas.

“Estamos vivendo um ano positivo para o processamento de soja, com perspectiva de recorde”, resumiu Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove. Amaral realçou, em nota, que o ambiente de maior demanda por óleo contribui para sustentar a atividade industrial em níveis elevados. As importações brasileiras de óleo de soja deverão permanecer em 100 mil toneladas em 2025.

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