Lucro líquido da SLC cresceu 123,1% no 1º trimestre; Capex superou R$ 1 bilhão

Ebitda da produtora de grãos e fibras subiu 34%, para R$ 943,7 milhões, e receita líquida chegou a R$ 2,3 bilhões
Fernando Lopes

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e fibras do país, encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 510,7 milhões,123,1% mais que em igual intervalo de 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 34% na comparação, para R$ 943,7 milhões, e a receita líquida da companhia aumentou 19,1%, para R$ 2,331 bilhões. De janeiro a março, o Capex totalizou R$ 1,034 bilhão, um incremento de 464,2%, e 81% do valor foi destinado à aquisição de terras.

“O primeiro trimestre de 2025 da SLC Agrícola foi marcado pelo forte investimento no crescimento. No período, divulgamos a aquisição da Sierentz Agro Brasil Ltda., operação 100% em áreas arrendadas, adicionando em torno de 100 mil hectares de área plantada (primeira e segunda safra) para a safra 2025/26. Além disso, realizamos a aquisição de terras da Agricola Xingú, 39.987 hectares físicos, no estado da Bahia e 7.835 hectares físicos, no estado de Minas Gerais. Também realizamos a aquisição da participação de 47,8% do capital da SLC-MIT Empreendimentos Agrícolas S.A.”, destacou a empresa em texto que acompanha os resultados divulgados nesta terça-feira.

A SLC conclui a colheita de soja e o plantio das culturas de inverno no primeiro trimestre. A área plantada de soja (grão comercial e semente) havia alcançado 377,5 mil hectares nesta safra 2024/25, ante 320 mil no ciclo 2023/24, e a produtividade média chegou a 3.958 quilos por hectare (+21,3%). O plantio da segunda safra de algodão se estendeu por 83,3 mil hectares (+1,5%), e o milho safrinha ocupou 122,8 mil hectares (+29%). Na safra de verão, a área plantada de algodão atingiu 95,4 mil hectares (-10,6%).

Em parte por causa da produção volumosa, as despesas da companhia com vendas aumentaram 76,4% na comparação entre os primeiros trimestres, para R$ 121,5 milhões. “As principais variações foram nas contas de fretes, despesas com exportação, armazenagem e royalties. As despesas com fretes e com exportação foram impactadas pelo maior volume de algodão faturado no período. As despesas de armazenagem, aumentaram devido ao maior volume produzido de soja semente”, informou a SLC.

 

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