Mesmo com tarifaço dos EUA, exportação brasileira de ovos bate recorde

Segundo a ABPA, receita dos embarques cresceu 147,5% em 2025 e se aproximou de US$ 100 milhões
Fernando Lopes

Mesmo depois de perderem força com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos às importações de produtos brasileiros, em agosto, as exportações de ovos do país continuaram em alta, mais do que dobraram em 2025 e alcançaram novos recordes históricos, em volume e receita.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em dezembro os embarques alcançaram 2.257 toneladas e renderam US$ 5,1 milhões, com incrementos de 9,9% e 18,4%, respectivamente.

Com isso, em todo o ano passado as exportações atingiram as melhores marcas da história. Somaram 40,9 mil toneladas (considerando todos os produtos, in natura e processados), 121,4% mais que em 2024, e o valor dessas vendas subiu 147,5% na comparação, para US$ 97,2 milhões.

Com a excelente performance registrada até agosto, os EUA lideram as compras em 2025, com 19,6 mil toneladas, um incremento de 826,7% em relação ao ano anterior. Em seguida vieram Japão, com 5,4 mil toneladas (+229,1%), Chile, com 4,1 mil toneladas (-40%), México, com 3,2 mil toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3,1 mil toneladas (+31,5%).

“O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota. 

Ele lembra que, pela primeira vez na história, as exportações de ovos superaram 1% da produção nacional. “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo dos embarques em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, conclui o executivo. .

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