As exportações brasileiras do agro renderam US$ 14,95 bilhões em setembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. De acordo com a Pasta, o valor, que representou 49% dos embarques totais do país, bateu recorde histórico para meses de setembro, e em relação ao mesmo mês de 2024 houve aumento de 6,1%.
“Os resultados de setembro mostram, mesmo diante de um cenário externo desafiador, a competitividade do agronegócio brasileiro e o acerto na estratégia reforçada a partir de 2023 de abertura, ampliação e diversificação de mercados e produtos. Até o momento, foram abertas 444 novas oportunidades para os produtores e exportadores brasileiros”, afirmou o ministro Carlos Fávaro, em nota.
Diante da entrada em vigor da taxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, em agosto, as vendas de produtos do agro para aquele país voltaram a recuar. Conforme a Consultoria Agro do Itaú BBA, na comparação com setembro do ano passado a queda foi de 40%, para US$ 672 milhões. Produtos como os florestais, carne bovina, café e açúcar continuam a sofrer com o tarifaço, mas, mesmo assim, outros mercados – como o chinês, particularmente no caso da carne – têm compensado ao menos parte das perdas.
O Itaú BBA destacou que, em setembro, os embarques brasileiros de soja em grão aumentaram 20% na comparação anual, para 7,3 milhões de toneladas, e que 92% desse volume foi destinado à China. As exportações de carne bovina in natura bateram recorde mensal e atingiram 315 mil toneladas, 25% mais que um ano antes. Outros produtos que registraram avanços expressivos foram carne suína in natura, etanol e milho.
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