Mais visibilidade, influência em grupos e associações, maior poder de decisão em propriedades rurais, apoio financeiro e participação em cursos e capacitações. Esses são alguns pontos de destaque para ampliar a presença das mulheres no agro brasileiro, segundo o trabalho “Pesquisa produtoras rurais e a inovação no campo”, realizado pela consultoria Quiddity a pedido da Bayer.
Os pontos citados foram colhidos em pesquisas quantitativa e qualitativa. Na pesquisa quantitativa, a Quiddity ouviu 45 produtores e 45 produtoras rurais de diferentes portes e de todas as regiões do país. Na quantitativa, participaram apenas produtoras que estão à frente da gestão de suas propriedades. É fato que aumentou de forma expressiva a participação feminina no agro brasileiro nas últimas décadas, mas também é verdade que um equilíbrio real de forças no setor ainda está distante.
De uma maneira geral, as mulheres estão mais presentes nas áreas de marketing, recursos humanos e suporte, e não no campo propriamente dito. Mas, ao mesmo tempo, as mulheres são mais preocupadas que os homens sobre questões como sustentabilidade e inovação, dois pilares para o avanço de boas práticas agrícolas e da produtividade das lavouras. De qualquer forma, 73% dos consultados concordaram que homens e mulheres têm olhares complementares – o que sugere que uma polarização nessa frente não é o melhor caminho.
No que se refere à sustentabilidade, a justificativa mais apontada pela pesquisa para a adoção de boas práticas como o plantio direto e o uso de bioinsumos, por exemplo, foi mesmo a preservação do ambiente. Mas a melhora da produtividade e dos resultados da atividade aparece em seguida, o que também ajuda a desmistificar a tese de que ações sustentáveis pesam no bolso e não geram retorno financeiro.
Em tempo: 76% das entrevistadas e entrevistados responderam que a Bayer, que tem forte presença no mercado brasileiro de insumos agrícolas, é a empresa do agro que mais dá apoio às mulheres.
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