Por que a JBS vai investir US$ 100 milhões para processar carnes no Vietnã

Empresa mira mercado consumidor de quase 20 milhões de toneladas e importações próximas a 4 milhões, entre carne de frango, bovina e suína
Fernando Lopes

A JBS, maior empresa de processamento de proteínas animais do mundo, vai expandir sua presença no Sudeste Asiático. A empresa assinou durante o fim de semana um memorando de entendimento com o governo do Vietnã para instalar dois centros de distribuição e duas unidades de processamento no país.

O plano prevê o aporte de US$ 100 milhões e está dividido em duas fases. A primeira fase do projeto prevê a instalação de um centro logístico em Khu công nghiệp Nam Đình Vũ, dentro do Parque Industrial e Não Tarifário Nam Dinh Vu, no nordeste do país. A região é considerada uma das portas de entrada do país, localizada às margens do rio Bach Dang e acesso direto ao Mar da China Meridional.

Integrado ao centro logístico, a JBS pretende construir uma unidade de processamento de carnes. A ideia é importar do Brasil  carne de frango, suínos e bovinos para fazer servir de matéria-prima para o pré-processamento, corte e embalagem.

Na mira da JBS está uma população superior a 600 milhões de pessoas, que vivem em todo o Sudeste Asiático. Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a região consome por ano ao redor de 20 milhões de toneladas de carnes, entre bovina, suína e frango. Ainda que boa parte desse consumo seja atendido pela produção doméstica, cerca de 4 milhões de toneladas são importadas pelos maiores países do bloco.

A segunda fase do projeto prevê a instalação de uma estrutura semelhante, porém, na região sul do país, em local ainda a ser definido. A segunda etapa terá início dois anos após a conclusão da primeira etapa do plano de expansão da JBS no Sudeste Asiático. 

“A parceria entre a JBS, o governo vietnamita e nossos parceiros locais representa um passo estratégico essencial para nossa diversificação geográfica. Esse movimento não só fortalece nossa capacidade de atender ao mercado local, mas também expande nossa presença global, criando uma cadeia produtiva robusta e sustentável que nos posiciona de forma ainda mais competitiva no cenário internacional”, disse Renato Costa, presidente da Friboi.

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