Precision alça voos mais altos e busca atrair novos investidores

Startup gaúcha, especializada em pulverização de defensivos com o uso de drones e IA, cresce e amplia fronteiras de atuação
Fernando Lopes

A startup Precision Pulverização de Precisão, especializada na aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras com o uso de drones e inteligência artificial, está alçando voos mais altos. Fundada há dois anos por Felipe Knijnik e Fernando Stein, a empresa, cuja sede é em Porto Alegre (RS), ganhou musculatura e está expandindo seus negócios para outros Estados do país, enquanto busca investidores para acelerar esse processo.

A empreitada começou há dois anos, quando os sócios arrendaram uma fazenda de arroz no município gaúcho de Itaqui e começaram a usar dois drones, que haviam sido incluídos na transação, para pulverizar defensivos em uma área de cerca de 3 mil hectares. “Quando vimos os benefícios proporcionados pelos drones, decidimos escalar”, contou Knijnik ao NPagro. Além de evitar desperdício de insumos, o uso de drones tem custo menor que o dos tradicionais aviões agrícolas.

Em seu modelo de negócios, a Precision oferece um serviço completo de pulverização a seus clientes, incluindo os pilotos dos drones. “Ainda temos carência de qualificação nesse mercado. Por isso, investimos em capacitação e desenvolvemos 30 pessoas para serem pilotos”, disse Knijnik. Nesta safra 2024/25, já com 15 drones da marca chinesa DJI, a startup atendeu até agora cerca de 45 clientes e cobriu uma área total de mais de 60 mil hectares de plantações de grãos como arroz, soja e milho.

Com um software que lê a área a ser pulverizada e traça recomendações sobre volumes a serem aplicados e áreas que realmente têm de ser protegidas, a Precision planeja adquirir mais 50 drones e ampliar seu raio de ação para Paraná e Mato Grosso. Em cinco anos, afirmou Knijnik, o objetivo da companhia é contar com mil drones, com 1,5 mil pilotos. 

É para isso que a Precision está em busca de recursos. O sócio Fernando Stein, que foi um dos primeiros investidores do iFood, por meio da Warehouse Investimentos, liderou o primeiro round de aportes na startup e tem apoiado a estruturação da operação, e a expectativa de Knijnik é anunciar um novo investidor, ou mais de um, até agosto. Entre os novos potenciais parceiros há um fundo americano.

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