A AgroGalaxy Participações, que controla uma das maiores redes de distribuição de insumos agrícolas do país e está em recuperação judicial, encerrou o terceiro trimestre do ano com prejuízo líquido ajustado de R$ 611,8 milhões, em queda de 61,2% em relação a igual intervalo de 2024.
O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi negativo em R$ 134,4 milhões, com melhora de 89,1% na comparação, e a receita líquida recuou 65,7%, para R$ 417,9 milhões.
Essa forte queda da receita reflete o redimensionamento da companhia em linha com seu processo de recuperação judicial, que levou ao fechamento de lojas. Do montante total, os insumos representaram R$ 247,2 milhões (-66,3%) e a área de grãos respondeu por R$ 170,6 milhões (-64,9%).
Esse encolhimento afeta Ebitda e resultado líquido, ainda que o prejuízo observado também tenha sido influenciado por despesas financeiras de R$ 480 milhões. Segundo a companhia, suas obrigações líquidas – incluindo empréstimos, financiamentos e fornecedores – somavam R$ 1,9 bilhão no fim de setembro passado, ante R$ 4,2 bilhões no fim de março.
“Em 3 de novembro de 2025, a Companhia informou que protocolou pedido de registro automático para a 3ª emissão de debêntures de reestruturação, conforme previsto em seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores e homologado pela Justiça. A emissão totaliza R$ 916,8 milhões, divididos em cinco séries, sendo parte conversível em ações e parte simples (não conversível), com algumas séries contando com garantia real adicional. A operação faz parte do processo de reestruturação financeira da companhia e de suas subsidiárias, em continuidade às medidas previstas para fortalecer sua estrutura de capital e dar cumprimento ao plano aprovado”, informou a AgroGalaxy.
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