Produção brasileira de cana deverá crescer 5,3% na safra 2026/27, prevê Conab

Segundo a estatal, fabricação de etanol vai aumentar na temporada, enquanto a de açúcar tende a diminuir
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

A produção de cana-de-açúcar deverá alcançar 709,1 milhões de toneladas no Brasil nesta safra 2026/26, segundo o primeiro levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a temporada. Se confirmado, o volume será 5,3% maior que o calculado pela estatal para o ciclo 2025/26, que terminou em março.

De acordo com a Conab, o aumento será puxado pelas condições climáticas mais favoráveis no ano passado, que deverão gerar um incremento de 3,4% da produtividade média dos canaviais, para 77.753 quilos por hectare, e também por um crescimento de 1,9% da área destinada à colheita, para 9,1 milhões de hectares.  

Na região Sudeste, que lidera a produção nacional de cana, o avanço da produção em 2026/27 está estimado pela Conab em 6,8%, para 459,1 milhões de toneladas, fruto de altas de 4,6% da produtividade média, para 80.852 quilos por hectare, e de 2,1% da área de colheita, para 5,7 milhões de hectares.

Para o Centro-Oeste, a estatal projeta produção de 154,5 milhões de toneladas, 2,8% mais que em 2025/26, para o Nordeste a previsão inicial aponta para aumento de 3,7%, para 55,2 milhões de toneladas, para o Sul a expectativa é de avanço de 0,6%, para 36,2 milhões de toneladas, e para o Norte o cenário indica colheita de 4,2 milhões de toneladas (+9,7%).

De acordo com o horizonte traçado pela Conab, a produção brasileira de açúcar tende a recuar 0,5%, para 44 milhões de toneladas. Em contrapartida, a produção de etanol de cana, impulsionada por melhores condições de mercado, deverá crescer 7,1%, para 29,3 bilhões de litros. Somado o etanol feito de cereais, sobretudo milho, a produção total de etanol tende a aumentar 8,5% no país em 2026/27, para 40,7 bilhões de litros.

“O mercado de cana-de-açúcar e derivados inicia o novo ciclo ainda sob forte influência das condições observadas no encerramento da safra anterior. Para o açúcar, o mercado segue marcado por preços internacionais enfraquecidos em um contexto de crescimento da oferta mundial do adoçante, impulsionada principalmente pela recuperação de grandes origens produtoras, como Índia e Tailândia, além da manutenção de elevada disponibilidade do produto brasileiro”, avalia a Conab.

“Para o biocombustível, o quadro de mercado permanece relativamente mais firme. A comercialização no Centro-Sul seguiu sustentada no encerramento da safra passada, especialmente no anidro, cuja demanda continua amparada pela mistura obrigatória, enquanto o hidratado segue mais dependente da paridade com a gasolina e das condições de consumo”, conclui a estatal.

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