As médias de produtividade e qualidade da cana recuaram na região Centro-Sul do país nos três primeiros meses desta safra 2025/26, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), empresa controlada por BNDES, Copersucar e outras grandes empresas sucroalcooleiras.
De acordo com o CTC, responsável pelo desenvolvimento da maior parte das variedades cultivadas no Centro-Sul, do início da temporada até o fim de junho o ATR (açúcar total recuperável) médio diminuiu 3,1% em relação ao ciclo passado (2024/25), para 121,4 quilos por tonelada. Já a produtividade agrícola média dos canaviais caiu 10,8%, para 79,3 toneladas por hectare.
Com isso, realça o CTC, o indicador de mede o volume de produção de açúcar por hectare encolheu de 11,2 toneladas por hectare, nos três primeiros meses da temporada 2024/25, para 9,9 toneladas em igual intervalo deste ciclo 2025/26 – uma redução de 11,5%. As quedas têm relação com as condições climáticas, mas a empresa observa que a genética envolvida também faz diferença.
“Melhorar a qualidade da matéria-prima por meio do uso de genéticas mais novas e altamente produtivas é uma estratégia eficaz para ampliar a margem econômica por hectare”, diz Henrique Mattosinho, gerente do CTC, em nota. Segundo ele, o uso de variedades precoces pode reverter o cenário.
De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a moagem de cana somou 206,2 milhões de toneladas do início da safra até o dia 1º de julho, uma retração de 14,1% ante o mesmo período de 2024/25. Na comparação, a produção de açúcar diminuiu 14,3%, para 12,3 milhões de toneladas.
Já a fabricação de etanol registrou queda de 14,8%, para 9,4 bilhões de litros. Desse total, o etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) respondeu por 6,1 bilhões de litros (-13,8%) e o anidro (misturado à gasolina) representou 3,3 bilhões de litros (-16,6%). Ainda segundo a Unica, a fatia da produção de etanol de milho na produção total do biocombustível foi de 2,2 bilhões de litros, um aumento de 22,1%.
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