Os embarques brasileiros de algodão alcançaram 316,9 mil toneladas e renderam US$ 489,1 milhões em janeiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o volume caiu 23,8% e a receita foi 31,2% menor.
Apesar das quedas, a entidade considerou os resultados positivos. “Nós estamos acostumados com recordes, mas 317 mil toneladas, historicamente, dentro de um mês, é um ótimo número. Está acima da média e perto dos maiores meses de exportação do Brasil”, afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs, em nota divulgada ontem.
De julho do ano passado, quando começou o atual ano-safra considerado pela Anea, até janeiro, as exportações atingiram uma média mensal de 264 mil toneladas, ante 257 mil em igual intervalo do ciclo anterior. Se a média for mantida, realça a Anea, as exportações de algodão do Brasil chegarão a cerca de 3,2 milhões de toneladas nesta temporada, que terminará em junho.
De acordo com a Anea, a China, cujas compras estavam retraídas, voltou a ser o principal destino dos embarques brasileiros em janeiro, com compras que representaram 36% do volume total. Em seguida vieram Turquia (16,1%), Bangladesh (14,4%), Vietnã (9,1%), Paquistão (9%), Indonésia (5,1%), Malásia (3,7%), Egito (2,6%) e Índia (1,9%).
Após se destacar como um dos principais mercados para o algodão do Brasil no exterior no ano passado, a Índia importou apenas 6 mil toneladas em janeiro. Em 2025, lembra a Anea, “o país se destacou como destino do algodão brasileiro, totalizando 252,3 mil toneladas, em função de um regime tarifário especial, com isenção nas importações de algodão, que vigorou até o último 31 de dezembro. A queda nos embarques para a Índia neste início de ano reflete a suspensão do benefício”.
Depois do Carnaval, a entidade participará de uma missão comercial à Índia e tentará criar condições para novamente ampliar as exportações. A missão integra o calendário de ações do Cotton Brazil, programa de promoção internacional realizado por Anea, Associação Brasileiras de Produtores de Algodão (Abrapa) e ApexBrasil.
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