As exportações de ovos do país somaram 2.366 toneladas e renderam US$ 6,051 milhões em outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em relação ao mesmo mês de 2024, o volume aumentou 13,6% e a receita foi 43,4% superior.
Apesar dessas variações positivas, os embarques perderam força a partir de agosto, após a imposição, pelos Estados Unidos, da tarifa adicional de 40% sobre as importações de produtos brasileiros. A demanda americana vinha impulsionando os embarques de ovos do Brasil, que perderam competitividade com a taxa adicional, que se somou à tarifa de 10% que já havia sido imposta em abril.
Em outubro, o Chile encabeçou as compras de ovos brasileiros, com 578 toneladas, 40,5% menos que um ano antes. Em seguida vieram Japão, com 574 toneladas (+214,1%), México, com 328 toneladas (+271,1%), Equador, com 220 toneladas (sem comparativo anterior) e Emirados Árabes Unidos, com 206 toneladas (+372,1%).
“Vimos um maior equilíbrio na capilaridade de compras de ovos que, embora tenham registrado retração no caso do Chile, apresentaram substancial incremento nos demais destinos, o que dá maior sustentabilidade ao fluxo dos embarque do setor”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.
Graças à forte participação americana até agosto, de janeiro a outubro as exportações brasileiras atingiram 36.745 toneladas, com avanço de 151,2% ante igual intervalo do ano passado. A receita acumulada aumentou 180,2%, para US$ 86,883 milhões.
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