Receita das exportações de soja e derivados deverá crescer 10% em 2026, diz Abiove

Indústrias estimam que valor dos embarques do país alcançará US$ 58,2 bilhões; grão responderá por US$ 49 bilhões
Fernando Lopes
Movimentação de soja em Barcarena, no Pará (foto: Divulgação)

As exportações de soja e derivados (farelo e óleo) do país deverão render US$ 58,168 bilhões este ano, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O valor é quase US$ 1 bilhão superior ao previsto em janeiro e, se confirmado, representará um aumento de 10% ante 2025 (US$ 52,897 bilhões) e será o melhor resultado desde 2023 (US$ 67,317 bilhões).

Como de costume, o grão vai liderar as exportações, com US$ 49,06 bilhões projetados para 2026, quase 13% mais que no ano passado. A Abiove prevê que o volume dos embarques subirá 3%, para 111,5 milhões de toneladas, um novo recorde, e que o preço médio passará de US$ 402, em 2025, para US$ 440 a tonelada. Novos procedimentos de fiscalização das cargas direcionadas à China foram aprovados pelo Ministério da Agricultura e o país asiático seguirá como o principal destino das vendas.

Para o farelo, a Abiove, que reúne pesos pesados como ADM, Amaggi, Bunge, Cargill, Cofco e Louis Dreyfus Company, projeta a receita das exportações em US$ 7,503 bilhões este ano, 5% menos que em 2025, fruto de volumes calculados em 24,6 milhões de toneladas (+6%) e preço médio de US$ 305 por tonelada (-10%). No caso do óleo, a entidade prevê divisas de US$ 1,605 bilhão (+11%) e preço médio de US$ 1.070 por toneladas (+0,8%).

Em nota, a Abiove destacou, ainda, que revisou para cima outras estimativas para 2026, e que o processamento de soja em grão no país deverá alcançar 61,5 milhões de toneladas em 2026. “Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,4 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,35 milhões de toneladas”, pontuou.

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