A redução da umidade em alguns dos principais polos produtores continua a permitir um avanço mais acelerado da colheita da safrinha de milho no Centro-Sul do país. Segundo levantamento da AgRural, até a última quinta-feira os trabalhos foram concluídos em 55% da área plantada na temporada 2024/25, ante 40% uma semana antes.
Em relação ao mesmo período do ano passado, quando estava em jogo a colheita do ciclo 2023/24, o atraso continua grande, de 27 pontos percentuais.
“Embora alguns Estados sigam abaixo da média histórica e a alta umidade dos grãos ainda limite a ação das máquinas, a colheita já avança de forma bem mais acelerada e continua revelando excelentes produtividades na maioria das áreas produtoras”, informou a AgRural.
A consultoria elevou recentemente sua estimativa para a produção da safrinha para 108,9 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula o volume em 104,5 milhões de toneladas, 16,1% mais que em 2023/24, fruto de uma área plantada de 17,1 milhões de hectares (+4,2%) e de uma produtividade média de 6.103 quilos por hectare (+11,4%).
Com o ajuste que fez, a AgRural passou a trabalhar com uma produção total de milho em 2024/25 de 136,3 milhões de toneladas. A Conab, por sua vez, indicou que serão 132 milhões de toneladas, com aumento de 14,3% na comparação com o total do ciclo passado. Embora distintas, todas as projeções para a safrinha e para a produção de milho como um todo representam novos recordes históricos.
A AgRural destacou que estão sendo observados rendimentos médios recorde em Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, quatro dos maiores Estados produtores de milho safrinha do país.
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