Embalada por resultados operacionais positivos e pelo fortalecimento de sua estrutura financeira, a Solubio, empresa de produtos biológicos controlada pela firma de private equity Aqua Capital, voltou a crescer em 2025 e está preparando o terreno para garantir um novo avanço em 2026.
Após encerrar o primeiro semestre com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 8 milhões e viver o melhor mês de julho de sua história, a companhia liquidou antecipadamente os Certificados de Recebíveis do Agronegócios (CRA) que emitiu em 2021 e 2022 (R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, respectivamente), fincou as bases para melhorar seu fluxo de caixa e planeja acelerar o lançamento de novos produtos.
Com a liquidação antecipada de seus dois primeiros CRAs, a partir de uma engenharia financeira que exigiu desembolsos de R$ 70 milhões, a Solubio reforçou as garantias do terceiro CRA que emitiu em setembro do ano passado, de R$ 130 milhões, e garantiu, no curto prazo, um reforço de caixa da ordem de R$ 15 milhões.
“Agora, vamos ao mercado para repaginar o caixa com cerca de R$ 40 milhões”, afirmou Ernesto Cavasin, CEO da empresa, ao NPagro. Equacionada a estrutura financeira, a ordem é começar a temporada 2025/26 com o pé direito. Com o início do plantio da safra de grãos, 70% das vendas da Solubio costumam acontecer de setembro a dezembro, e Cavasin adianta que neste ano o ritmo será intenso.
Com o Ebitda positivo no primeiro semestre, período em que, normalmente, o resultado é negativo, a companhia já elevou sua projeção para a evolução do indicador ao longo do ano. No início do ano, quando o cenário para os negócios já era melhor que nos dois anos anteriores, a perspectiva era que o Ebitda chegasse a R$ 32 milhões, mas a expectativa atual indica que a marca de R$ 40 milhões será superada.
“O jogo começa agora, e já sabemos que o início da safra será muito forte. O Ebitda vai superar o ‘budget’ e nosso faturamento deverá alcançar pelo menos R$ 200 milhões”, confirmou Cavasin. Fundada em 2026, a Solubio cresceu sem parar até 2022, quando faturou R$ 190 milhões. Com a crise que afetou o segmento de insumos, a receita caiu para R$ 150 milhões em 2024, o que faz de 2025 o ano da retomada.
Com a aceleração, os investimentos da Solubio em pesquisa e desenvolvimento deverão aumentar para 5% da receita, ante 3%, em média, nos últimos anos. Dois novos produtos com registro deverão ser lançados ainda este ano, e seis novas tecnologias estão sendo preparadas para chegar ao mercado em 2026.
As novidades tendem a manter o protagonismo da companhia em biológicos on farm, seu foco desde o início das atividades. “É preciso reforçar a estrutura de pesquisa e desenvolvimento para manter a competitividade em um mercado com mais empresas, excesso de fábricas e margens menores. Vamos ampliar nossas linhas”, afirmou Cavasin.
Nesse caminho, que inclui novas parcerias com empresas de fertilizantes, a Solubio também continua a apostar no uso de microalgas como bio insumo. A solução Primafert melhora a resistência dos cultivos e eleva a tolerância das plantas a períodos de estiagem, além de ser boa fonte de carbono e de fortalecer a biologia do solo. A nova linha, usada sobretudo em lavouras de grãos e algodão, deverá gerar vendas de R$ 15 milhões em 2025.
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