São Martinho lucrou menos no 1º trimestre do exercício, mas Ebitda cresceu

Impulsionada pelo etanol, receita líquida da empresa aumentou 12,2%, para R$ 1,9 bilhão
Fernando Lopes

A São Martinho, uma das maiores empresas sucroalcooleiras do país, encerrou o primeiro trimestre da safra 2025/26, em junho, com lucro líquido de R$ 62,8 milhões, em queda de 40,9% em relação a igual intervalo do ciclo passado. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia aumentou 19,7%, para R$ 805 milhões, e sua receita líquida cresceu 12,2%, para R$ 1,857 bilhão.

Em virtude do déficit hídrico que afetou regiões de atuação da São Martinho entre fevereiro e março deste ano, o volume de cana processado pela companhia diminuiu 7,6% entre abril e junho ante o primeiro trimestre do exercício anterior, para 8,2 milhões de toneladas. As operações de cana da empresa geraram 475,1 mil toneladas de açúcar, em baixa de 11,3%, e 297,8 mil metros cúbicos de etanol, queda de 13,1%. 

A fabricação de etanol de milho, em contrapartida, cresceu 11,6%, para 56,7 mil metros cúbicos, e a produção de DDG, subproduto do processamento do cereal usado em nutrição animal, registrou avanço de 18,8%, para 38 mil toneladas. De acordo com a São Martinho, foi o etanol – de cana e de milho – que impulsionou a receita no primeiro trimestre desta temporada 2025/26, com incremento das vendas em volume (30,1%) e valor (16,3%).

Assim, a receita líquida proveniente do etanol alcançou R$ 856,5 milhões no trimestre, 51,3% mais que no mesmo período de 2024/25. Já a receita proporcionada pelo açúcar recuou 12% na comparação, para R$ 804 milhões, em função de reduções de volume (4,1%) e preço (8,2%). A comercialização de energia elétrica cogerada nas unidades da empresa resultou em receita de R$ 84,3 milhões (+14,7%), ao passo que o DDG registrou receita de R$ 44,6 milhões (+42,9%).

A São Martinho também destacou que seu lucro caixa atingiu R$ 157 milhões no primeiro trimestre do exercício, que o Capex chegou a R$ 407,5 milhões e que sua dívida líquida alcançou R$ 4,9 bilhões no fim de junho. A dívida caiu 1,4% ante março deste ano, diante do balanço entre “novas captações e liquidação/amortização dos financiamentos do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Pré-Pagamento de Exportação (PPE) e capital de giro”. 

DEBÊNTURES

A São Martinho também informou que seu conselho de administração aprovou a emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 500 milhões. Trata-se da oitava emissão de debêntures da companhia.  

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Ebitda da empresa recuou 64,3% ante o mesmo período de 2025, para R$ 78,7 milhões, e receita líquida cresceu 31,9%, para R$ 4,7 bilhões

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