A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e algodão do país, informou nesta sexta-feira que exerceu “de forma irrevogável e irretratável” seu direito de preferência para a aquisição de ativos do Grupo Radar em Mato Grosso.
Denominado “Bloco Mato Grosso”, o pacote inclui propriedades que somam 41,2 mil hectares de área de matrícula, com 28,8 mil hectares agricultáveis. O valor do negócio alcançou R$ 1,85 bilhão.
Da área agricultável, toda ela apta para o plantio de segundas safras, a SLC já opera 17,6 mil hectares. “A aquisição será realizada na modalidade “porteira fechada”, em caráter indivisível e em igualdade de condições com a proposta recebida pelas proprietárias dos ativos”, indicou a SLC, em comunicado.
A companhia terá de depositar um sinal de R$ 700 mil até o fim da semana que vem, e o saldo terá ser quitado na data da lavratura das escrituras públicas de compra e venda, prevista para até 30 de outubro.
Mas a conclusão da operação, que depende da aprovação do Cade, poderá não ser tão “simples”. Isso porque os ativos do Grupo Radar, que tem entre seus acionistas a Cosan, controlada pelo empresário Rubens Ometto, também estão na mira do Grupo Bom Futuro, do megaprodutor Eraí Maggi, arrendatário de parte das terras do “Bloco Mato Grosso”.
Em um sinal de que pretende endurecer a disputa com a SLC, o Bom Futuro também divulgou nota afirmando ter exercido direito de preferência para adquirir os 41,2 mil hectares em questão, pelo mesmo valor.
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