As exportações de ovos do país alcançaram 6,6 mil toneladas e renderam US$ 15,7 milhões em junho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o volume cresceu 308,3% e a receita foi 288,8% superior.
Com isso, no primeiro semestre os embarques acumulados chegaram a 24,9 mil toneladas, com alta de 192,5% ante igual intervalo de 2024, e geraram divisas de US$ 57,8 milhões, com incremento de 216,3%. Trata-se de um novo patamar de vendas, diretamente ligado ao forte aumento da demanda dos Estados Unidos – que, de janeiro a junho, absorveu 15,2 mil toneladas (+1.247%), ou US$ 33,1 milhões (+1.586,2%).
“Os embarques de ovos atingiram patamares históricos no primeiro semestre, com forte ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos como EUA, México e Japão. O cenário reforça a confiança do mercado internacional na qualidade, biossegurança e competitividade do produto brasileiro”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota.
A expectativa do executivo é consolidar um novo ciclo de crescimento neste segundo semestre, mas o anúncio, feito ontem pelo presidente Donald Trump, de que os EUA vão impor tarifa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros poderá frustrar as expectativas, uma vez que os ovos perderão competitividade. Carne bovina, suco de laranja e café também estão entre os principais produtos do agro brasileiro afetados pela medida americana.
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