Vendas aos EUA continuam a turbinar exportação brasileira de ovos

No total, embarques renderam US$ 13,7 milhões em maio e US$ 42,1 milhões nos primeiros cinco meses do ano
Fernando Lopes

Puxadas pela forte demanda dos Estados Unidos, as exportações de ovos do país continuam a registrar aumento expressivo. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal, os embarques somaram 5.358 toneladas e renderam US$ 13,7 milhões em maio, com crescimentos de 295% e 356,2%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2024.

De acordo com a entidade, as vendas ao mercado americano responderam por quase 78% do total. Foram enviadas aos EUA 4.166 toneladas no mês passado, 1.384% mais que um ano antes. Em seguida, entre os principais destinos, vieram Chile, com 534 toneladas (queda de 22,3%), México, com 232, Japão, com 205 (+132,7%) e Angola, com 102 toneladas. Não há base de comparação para os embarques para México e Angola.

De janeiro a maio, as exportações brasileiras de ovos chegaram a 18.357 toneladas, um aumento de 165,6% ante igual intervalo de 2024, e a receita equivalente acumulada subiu 195,8%, para US$ 42,1 milhões. Nos primeiros cinco meses de 2025, os embarques aos EUA aumentaram 996%, para 9.735 toneladas.

“O setor de ovos tem acumulado forte alta em exportações, em meio à uma reconfiguração do fluxo de embarques que agora passa a ter Estados Unidos, Japão e México entre os principais destinos dos produtos. Mesmo com as suspensões decorrentes do foco pontual de influenza aviária [em Montenegro, no Rio Grande do Sul], as vendas seguiram em ritmo elevado, demonstrando a confiança dos mercados na biosseguridade brasileira”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota

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