As vendas de defensivos agrícolas de matriz biológica somaram R$ 4,35 bilhões no país na safra 2024/25, conforme levantamento realizado pela Kynetec. Nas contas da empresa de análises de dados agrícolas, houve crescimento de 18% em relação ao ciclo 2023/24 (R$ 3,692 bilhões).
“Produtores buscam meios inovadores para complementar o manejo e também registramos uma ‘enxurrada’ de novas marcas e produtos biológicos na safra”, afirma Felipe Abelha, especialista em pesquisas da Kynetec, em nota.
Produtos para lavouras de soja responderam por 48% das vendas em 2024/25. Em seguida vieram os defensivos para milho, com 31% do total, para cana (12%), para algodão (4%) e para café (3%).
De acordo com Abelha, os bioinsumos respondem por quase 5% do montante total movimentado pelo setor de proteção de cultivos no país, que chega a cerca de R$ 100 bilhões anuais. O mercado brasileiro de bioinsumos mais do que quadruplicou desde 2020.
Os bionematicidas lideraram o ranking da Kynetec de bioinsumos mais comercializados no Brasil em 2024/25, com fatia de 44%, à frente dos bioinseticidas, com 39%, e dos biofungicidas, com 17%.
A resistência de pragas e doenças aos defensivos químicos continua a estimular um uso cada vez maior de produtos biológicos – cada vez mais eficientes – nas lavouras. Conforme a Kynetec, a facilidade para a regulamentação de produtos e exigências de órgãos internacionais sobre segurança de exportações agrícolas também joga a favor dessa disseminação.
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