Volume das exportações de carnes de Mato Grosso cresceu 5,5% no 1º semestre

Sindifrigo destaca que embarques de carne bovina aumentaram 6,1%, para 307,4 mil toneladas
Fernando Lopes
(foto: Eduardo Savanachi/Divulgação/Abiec)

As exportações de carnes bovina, suína e de aves dos frigoríficos instalados em Mato Grosso somaram 371,7 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. Em relação ao mesmo período de 2024, houve aumento de 5,5%. A indústria frigorífica mato-grossense emprega diretamente cerca de 30 mil pessoas, além de gerar quase 100 mil postos indiretos de trabalho.

“Mesmo com uma leve retração no abate de bovinos, conseguimos ampliar nossa receita graças ao bom desempenho comercial e à confiança dos compradores na nossa qualidade sanitária. Isso é reflexo de investimentos em tecnologia, rastreabilidade e profissionalização em toda a cadeia produtiva”, diz Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo), em nota.

Como de costume, os embarques totais semestrais foram puxados pela carne bovina. As vendas da proteína ao exterior chegaram a 307,4 mil toneladas de janeiro a junho de 2025, com incremento de 6,1% ante igual intervalo do ano passado. A China gastou US$ 719 milhões e absorveu 48% do volume total. 

Impulsionadas pela boa demanda de países como Filipinas e China, as exportações de carne suína de Mato Grosso, por sua vez, cresceram 12,5% na comparação e atingiram 15,5 mil toneladas. No caso dos embarques de carne de aves, destinados sobretudo a Arábia Saudita, China e Japão, houve queda de 0,6% em volume, para 48,8 mil toneladas.

Abates

O Sindifrigo realça que, enquanto os abates de bovinos recuaram 2,6% na comparação entre os primeiros semestres de 2024 e 2025, para 3,524 milhões de cabeças, os abates de suínos aumentaram 3,5%, para 1,518 milhão de cabeças, e os de aves permaneceram praticamente estáveis, em 108,8 milhões de cabeças, de acordo com informações do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

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